quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Por que matar o bebê com a síndrome de Down?




Julio Severo

Nenhum casal quer ganhar um bebê com doença. Mas o que fazer se nasce um bebê doente ou deficiente? Tratá-lo? Jogar fora como um objeto descartável?
Mais do que tratá-lo, a atitude mais humana seria amá-lo. E seria um amor contra-cultural, pois a cultura de hoje, profundamente consumista e hedonista, nos ordena rejeitar tudo o que atrapalha nossa vida de prazeres. Tudo: Filhos, cônjuges, casamento, Deus, etc.
Quase vinte anos atrás, um pastor presbiteriano me contou que um casal membro de sua igreja foi fazer exame pré-natal da esposa grávida. Ao verem que o bebê em gestação tinha a síndrome de Down, o médico prontamente aconselhou um aborto, sob o manto “sagrado” da discrição médica. O casal evangélico aceitou o “conselho” do médico.
O aborto não está legalizado no Brasil. Mas o “jeitinho brasileiro” consegue driblar até a ética médica. Com ou sem lei, dentro da privacidade de seu consultório, o médico pode fazer o que bem entender, pois só Deus o vê.
O casal evangélico saiu do consultório sem o “problema”, e continuou normalmente indo aos cultos e ouvindo as pregações, numa rotina de ouvir e não praticar.
Será que a consciência nunca lhes doeu? Não sei. Algumas mulheres relatam sofrimento e desgraças depois de um aborto, inclusive de um bebê deficiente. Leia o relato de Marie Ideson e de como o aborto de sua filha com síndrome de Down arruinou sua vida e destruiu seu casamento.
O pior não é quando membros de conseguem ocultamente se aproveitar da privacidade do consultório médico para matar seus filhos em gestação. O pior é quando um homem que se diz ensinador das coisas de Deus orienta publicamente o assassinato de bebês com síndrome de Down, concordando com a cultura que ter um bebê assim trará “sofrimento” ao casal. Caio Fábio, que já foi o maior pastor presbiteriano do Brasil, hoje está nessa posição, usando artifícios psiquiátricos a favor da cultura da morte, oferecendo suas soluções para tirar os “problemas” que atrapalham a vida.
Se a cultura da morte manda matar, os apóstatas dizem amém.
Se tivéssemos de descartar pessoas deficientes da nossa vida a fim de preservar nosso conforto, o que seria de um marido, ou esposa, ou filho já nascido anos que sofreu um acidente que exige o sacrifício de nossa vida?
Um pastor da Igreja da Vinha contou-me que, mesmo depois de convertido, ele era orgulhoso e duro. Mas tudo isso mudou quando nasceu seu filho com síndrome de Down, que exigiu dele toda a paciência do mundo. Essa criança lhe ensinou a dar amor, carinho e cuidados o dia inteiro, todos os dias. Como pastor, hoje ele é literalmente um “pastor”: ele cuida das ovelhas de sua igreja com toda a paciência e amor que aprendeu com seu filho deficiente.
Um bebê com síndrome de Down pode trazer bênçãos e transformações inesperadas.
Em resposta ao artigo da mãe inglesa que, seguindo conselho médico, abortou a filha com síndrome de Down, Jânio Clímaco, pastor presbiteriano do Nordeste, fez contato comigo, dizendo:
Oi Júlio, Paz em Jesus.
Tenho frequentemente lido o que você coloca na internet e essa matéria veio como uma bomba no meu coração. Tenho um bebê com Down, como você mesmo pode me ver na foto com ele. Eu sou pastor presbiteriano em Recife, PE. Minha esposa é médica pneumologista. Temos outro filho, Lucas Emanuel, sem a síndrome que tem cinco anos e meio de idade, e João Pedro (carinhosamente chamado de John John) que tem dois anos, ele é portador de SD. Pois bem, descobrimos na gravidez que o nosso bebê nasceria com SD, com mais ou menos dois meses de gestação. Nunca nos passou na cabeça que deveríamos abortar. Recebemos indiretas de alguns amigos médicos, mas todos eles perceberam que isso era uma ofensa para nós.
Foi uma gravidez difícil, minha esposa quase morre e o bebê também, mas fomos até o fim pelo direito de nosso filho ter a vida. Pensávamos o seguinte: Se ele não fosse portador de SD agiríamos de que forma? Ficou fácil depois da clara resposta. Sempre entregamos tudo a Deus e confiamos nEle.
Ele era muito esperado e quando soubemos da SD choramos, lamentamos, mas entregamos a Deus porque Ele teria um plano maravilhoso para nos confiar uma criança como essa.
Hoje ele já tem dois aninhos completos agora em outubro passado e só nos trouxe alegria ao coração de seu pai, mãe e irmão. Ele é lindo (como você pode ver), doce e extremamente carinhoso. Ele é a alegria da casa e de nossa família. Não saberia viver sem ele hoje, confesso, mas ele tem Dono, somo apenas simples mordomos desse tesouro maravilhoso.

Agradeço a Deus por ele existir em minha vida e não o troco por nenhuma criança sem SD neste universo. Tenho aprendido a cada dia a ser um ser humano melhor e a amar mais a Deus que da mesma forma me aceitou e me recebeu do jeito que eu sou. Na verdade, meu John John sempre será melhor do que eu, porque para entrar no céu tem que ser como uma criança. Confesso Júlio, como eu desejo ser assim quando me encontrar com o nosso Senhor Jesus quando as portas da eternidade se abrirem para mim.Aborto: Tragédia ou Direito?



sexta-feira, 27 de maio de 2011

PL 122


Rev. Roberto Brasileiro, Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana participou do Programa Verdade e Vida, respondendo questões sobre a polêmica Lei da Homofobia, conhecida como PL 122, que traz discussões sérias dentro das Igrejas cristãs reformadas.

No Programa, dirigido pelo Presbítero Daniel Sacramento, Rev. Roberto Brasileiro respondeu a algumas perguntas que refletem a preocupação da comunidade presbiteriana, e esclareceu fatores de importância fundamental na defesa da fé cristã e orientação Bíblica.

Já no início do programa, Rev. Roberto declarou que não há sustentação Bíblica, ou mesmo na história da humanidade, para o casamento homossexual. “Deus quando criou o homem, Ele estabeleceu o homem masculino, a mulher feminina, e determinou que deveriam se unir, se tornar uma só carne e a partir daí a raça humana teria seu desenvolvimento natural. À luz das Escrituras Sagradas, a relação homoafetiva é uma relação pecaminosa, porque ela destrói a própria natureza da pessoa, ela elimina a possibilidade da pessoa exercer a vida dentro do princípio criacional estabelecido por Deus”.

Na questão da PL 122, o Presidente do Supremo Concílio da IPB disse que mesmo respeitando as liberdades de escolha, a Igreja não pode aceitar a institucionalização de um ato pecaminoso. “Se aceitarmos, nós estamos dizendo que é possível vir a abençoar, e isso não é possível. Não podemos aceitar porque contraría o princípio bíblico, um principio criacional e um princípio de formação de família. Então, a igreja ficará sempre diante de uma situação de desobediência completa ao Estado, pois, se o Estado tomar essa decisão, a Igreja dirá ‘nós não podemos acatar uma decisão que determine que haja essa união’, porque nós não podemos abençoar essa união”.

Muitos presbiterianos que acessam os canais de comunicação da IPB têm manifestado sua posição no que diz respeito à PL 122. Para Rev. Roberto Brasileiro, essa atitude deve mesmo permanecer, porque cada cidadão cristão tem o direito de defender, civilizadamente, sua fé e princípios.

“A igreja tem que ter a ousadia de pagar o preço de ser Igreja e de cumprir a sua vida ministerial. A IPB adota como sua posição oficial a não aceitação de casamento homoafetivo. Para nós, nenhuma relação homoafetiva pode ser aceita, é um ato pecaminoso, contrário aos princípios bíblicos e doutrinários de nossa Igreja”, defende Rev. Roberto.

Quando questionado sobre o papel do cidadão neste momento, Rev. Roberto conclama os cristão a cobrar de seus canditatos eleitos, um retorno que responda às expectativas da Igreja. “Eu creio que a Igreja deve orar e deve manifestar a sua vontade aos candidatos eleitos pelo voto dos cristãos, seja esse candidato evangélico ou não. Devemos mandar e-mails e devemos mostrar à sociedade a nossa posição e o porquê dessa nossa linha de ação”.

Para o apresentador Daniel Sacramento, a posição da IPB é muito importante para nortear os presbiterianos para que permaneçam em seus princípios. “Nós não negociamos princípios, não negociamos os princípios da palavra de Deus”, conclui.

Manifesto Presbiteriano

Em abril de 2007, Rev. Roberto Brasileiro escreveu uma carta intitulada Manifesto Presbiteriano, em que defendia os princípios da IPB diante da criminalização da homofobia. No Portal IPB é possível encontrar o texto na íntegra (http://www.ipb.org.br/portal/noticias/504-manifesto-presbiteriano-sobre-aborto-e-homofobia), mas a seguir, o leitor terá acesso aos trecho específicos sobre o assunto.

II – Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualidade é homofóbica, e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam quea prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualidade não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.


Patrocínio, Minas Gerais, abril de 2007 AD.

Rev. Roberto Brasileiro

Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Testemunho Japonês


Por Ricardo Mota

O mundo todo ouviu falar do Japão nos últimos dias. Desta vez não foi por conta de sua invejável economia, a terceira do mundo. A razão do Japão ocupar as manchetes dos jornais foi o forte terremoto de magnitude 8,9 que atingiu a costa nordeste daquele país no último dia 11 de março. O terremoto gerou um tsunami, cuja onda devastou cidades, arrastando prédios, casas, carros e até navios. Imagine um navio estacionado no meio da rua... assustador! Depois do terremoto e do tsunami o medo tomou conta. Afinal uma usina nuclear foi abalada pelo terremoto e sofreu explosões. Enquanto escrevo este texto, a situação ainda demanda cuidados por parte de todos que por lá ainda permanecem, isto porque, muitos já abandonaram o país. Em meio à tragédia outra coisa chamou a atenção de todos. O comportamento da população em meio ao caos. É fato que estão "preparados" para situações assim. Desde a infância as pessoas recebem treinamentos para tais circunstâncias. Aprenderam a lidar com as situações adversas. O desespero não dominou, não houve saques aos supermercados, não houve preço abusivo da água, nem brigas no recebimento dos donativos. Não sei se o quadro vai mudar, todavia, até aqui foi suficiente para pensar sobre a postura que se deve ter ao enfrentar situações difíceis. A Bíblia diz que na tribulação devemos ter paciência (Romanos 12.12). Por muito menos, bem menos, murmuramos. São as chuvas que não passam, o inverno rigoroso ou o calor insuportável. Não temos um carro zero e não possuímos ainda o computador ou o celular de última geração. Os japoneses, embora tristes, dão um testemunho importante para o mundo. Não será a primeira vez que este povo destemido reconstrói o país. Quando enfrentamos lutas, tribulações ou perdas, não podemos desanimar. Há algo maior que deve ser considerado em meio às lutas e adversidade da vida. Devemos aprender a louvar a Deus em todo tempo. "Ainda que passemos pelo vale da sombra da morte, nunca estaremos sozinhos" (Salmo 23.2).

terça-feira, 12 de abril de 2011

É mesmo falta de Deus (Pr Mauro Sérgio)


Um louco entrou na escola e atirando com seu revolver tirou a vida de 12 adolescentes e feriu outros tantos.
Parece que estamos vivendo no primeiro mundo porque coisas como essa só víamos acontecer nos Estados Unidos da América. Agora um tal de Wellington (não sei porque, mas acho que tenho a impressão que sempre que eu ouvir esse nome vou me lembrar desse episódio) resolveu americanizar o Brasil.

Deixando essa questão de lado, não se falava de outra coisa no rádio ou mesmo na televisão. Não faltaram as famosas entrevistas dos psícólogos. Ouvi uma entrevista da irmã do tal atirador (percebe que eu reluto em escrever o nome?) na qual ela dizia que ele era quieto, ficava no computador o dia inteiro e que era bastante "estranho".

Um dos entrevistados falou a respeito da carta (estranha carta) do homicida. Uma carta escrita para instruir a respeito do seu sepultamento e o destino que deveria ser dado aos seus pertences. A carta tem um teor de radicalismo religioso, mas mesmo não sendo um psicólogo ou psiquiatra deu para perceber que o tal atirador era desequilibrado, ou para dizer de uma forma mais popular, não batia bem da cabeça.

Independentemente dessas coisas, o que nos ocorre quando nos vemos diante de um quadro desse é: o que poderíamos fazer para evitar uma tragédia como essa? Quais seriam os mecanismos que, sendo utilizados seriam fortes o suficiente para que um episódio como esse não se repetisse?

Não me sai da cabeça aquele episódio lamentável de um menino de 11 anos apenas, que foi morto com um tiro de um revolver calibre 38 já que o menino que disparou o tiro tinha acesso à essa arma que pertencia a seu pai e a levou à escola. Se houvesse um meio de impedir que armas entrassem em escolas tanto um quanto o outro caso não teria acontecido. Os bancos tem aquelas porta malucas que parecem dificultar a entrada de pessoas armadas. Bem, parece, porque eu me pergunto, como é que acontecem os famosos assaltos a banco?

Fico imaginando que a mídia é culpada. Vocês já viram a quantidade de filmes violentos que passam nos cinemas e na televisão? E o que dizer daqueles joguinhos em que o cara sai dando tiro para todo lado e fazendo jorrar sangue para todo lugar? Talvez se diminuíssimos a quantidade de filmes violentos e impedíssemos a edição de jogos de violência em computador e dos tais vídeo-games poderíamos diminuir a gana de certas pessoas fracas da cabeça e que se deixam seduzir por esse tipo de coisa. Mas sinceramente, mesmo sendo simpático a essas medidas, creio que elas não erradicariam o problema. Uma pessoa que se deixa seduzir por esse tipo de filme e esse tipo de "joguinho" já mostra uma certa patologia instalada. Essa é a minha opinião.

Lembro-me de que houve um plebiscito que consultou o povo brasileiro sobre o desarmamento no Brasil. A Wikipédia registrou o resultado desse referendo da seguinte maneira: O referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições, ocorrido no Brasil a 23 de outubro de 2005, não permitiu que o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10826 de 23 de dezembro de 2003) entrasse em vigor. Tal artigo apresentava a seguinte redação: "art. 35 - É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei". Aí fiquei, diante do episódio do bairro do Realengo no Rio de Janeiro, pensando: será que se impedíssemos a comercialização de armas não teríamos de alguma forma impedido que esse maluco fizesse o que fez? Mas a resposta a essa pergunta também é difícil de responder.

É como diz o ditado popular: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Diante de um quadro de dor como esse de Realengo ou como aquele no Condado de Jefferson, Colorado, Estados Unidos, no Instituto Columbine, onde os estudantes Eric Harris (apelido ReB), de 18 anos, e Dylan Klebold (apelido VoDkA), de 17 anos, atiraram em vários colegas e professores, ficamos boquiabertos e aparentemente impotentes. Medidas e providencias são tomadas, mas sempre nos deparamos com eventos extremamente dolorosos como esses.

Olhamos com espanto para esses acontecimentos e somos levados pelos campos da Filosofia, mas não encontramos nenhuma resposta que nos satisfaça. O sociólogo dá sua opinião e, a despeito de algumas considerações interessantes, também não conseguem responder e aplacar nossa gana com uma resposta adequada. A Psicologia é aparentemente boa para diagnosticar, mas é pobre, muito pobre a meu ver, quando se trata de propor terapias. As vezes acerta em cheio, mas a psicologia dá cada bola fora, vide o laudo que quase permite que o tal do Champinha voltasse para as ruas depois de matar com requintes de crueldade os adolescentes Felipe Silva Caffé e Liana Bei Friedenbach. Sinceramente, o Champinha é um monstro que deve se dar por satisfeito porque no Brasil a reclusão é garantida pelos impostos recolhidos de trabalhadores honestos e dignos como é o caso dos pais de Felipe e de Liana.

Então vamos à Teologia, tentar encontrar um parecer que satisfaça. Já sei que irão me acusar de simplista, de fanático, de radical ou mesmo de aproveitar um momento como esse para expor minha teorias bíblicas tolas e ultrapassadas. Podem me rotular, mas sinceramente um indivíduo que teme a Deus, não escreveria uma carta tão idiota como aquela e nem faria o que fez. O temor do Senhor é que nos faz sábios para viver em qualquer século e enfrentar as mais difíceis circunstâncias da vida. Se aquele estudante de medicina que entrou em uma sala de cinema de um shopping e atirou com uma metralhadora matando pessoas que estavam ali, aparentemente seguras assistindo um filme, realmente tivesse um relacionamento sadio como Deus, jamais seria responsável por ato tão bárbaro.

Alguns críticos de plantão vão falar das cruzadas e da mortande perpretada por esse movimento, mas sinceramente quem faz tal alegação não conhece o Deus que eu conheço, ou seja, o Deus que se revela na Bíblia. Muito bem, já sei que muitos irão condenar meu biblicismo, que irão dizer que a Bíblia é mais um livro de religião dentre tantos que existe por aí. À esses que taís alegações fazem eu digo que devem ler esse livro para constatarem que não se trata de um livro qualquer. A Bíblia apresenta um Deus que é amor, mas que prima por justiça, e que também não economiza em misericórdia. A Bíblia fala de um Deus que é Deus e não um ser divinizado pelo homem. Esse Deus habitando com seus princípios os corações de homens e mulheres, muda de fato o curso da história de indivíduos e de sociedades. Deus não estava no coração de "Wellington" na manhã do dia 07.04.2011 lá no bairro do Realengo, com a mais absoluta certeza, apesar de ter citado Jesus em sua tresloucada carta.

Assim resta-me dizer que mais do que seguranças, desarmamento, uma boa plataforma educacional, uma sociedade que prime pela melhor distribuição de rendas e que ofereça igualdade de condições na disputa pelo espaço acadêmico ou pela fatia do mercado de trabalho, mais do que tudo isso esse mundo precisa de Deus. O Salmista escreveu: "Se o senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela". Ou seja, façam tudo que estiver ao seu alcance, mas não sejam autosuficientes ao ponto de pensar que essas coisas bastem. È preciso que Deus seja configurado, considerado, temido. É preciso que Deus esteja em cada casa determinado a agenda da família, porque se não a casa vai mal e a opção é ficar diante de um aparelho de televisão, jogando joguinhos no vídeo-game ou mesmo invadindo o espaço internético que oferece muitas coisas boas mas que está cheio de lixo, também.

Sem Deus em casa não há interesse no bem estar do outro. O que funciona é a máxima: "Cada um com seus problemas", ou "Você para mim é problema teu". Sem Deus esse mundo se torna pior do que odioso, ele se torna indiferente. Sem Deus esse mundo perde o encanto e a graça. Sem Deus esse mundo não tem sentido porque vivemos por viver, sem saber de onde viemos, por que estamos aqui e para onde vamos depois daqui, se é que há "depois daqui". Sem Deus somos seduzidos por nossos próprios recursos e nos deixamos possuir pelo orgulho e soberba diante do menor sucesso obtido, afinal de contas Deus não existe e não teve nada a ver com isso.

Sem Deus esse mundo se torna uma escola qualquer onde eu ou você podemos entrar, sacar uma arma e atirando tirar vidas preciosas de filhos e filhas traumatizando pais, avós, irmãos, irmãos.....Ah! Ok! Você vai dizer que não crê em Deus mas não faria isso que esse louco fez. Será mesmo? Você tem certeza disso? A mesma velha Bíblia diz que "..enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?". (Jeremias 17.9) Tenho visto e ouvido pessoas cometerem torpezas como a desse jovem e depois não saberem explicar porque agiram como agiram. E quando pessoas próximas desse tipo de gente é entrevistada elas dizem que jamais poderiam imaginar que aquela pessoa fosse capaz de agir como agiu.



Sem Deus esse mundo é doente e o pior é que não percebe essa patologia.

É a falta de Deus que faz da mídia essa porcaria chamada Big Brother Brasil e coisas do gênero. Quer maior violência do que essa?

É a falta de Deus que faz do mundo da música um ambiente barulhento e que confunde arte com gritaria, loucura encharcada de àlcool, drogas e prostituição.

É a falta de Deus que faz com que o casamento se torne uma instituição humana volátil e sem importância.

É a falta de Deus que produz religiões que confundem santidade com prosperidade patrimonial transformando esse deus em um utilitário.

É a falta de Deus que faz com que acreditemos que qualquer coisa pode nos satisfazer levando você e a mim às compras de forma irresponsável, sendo consumidos pelo consumismo.

O que aconteceu hoje em Realengo é a mais pura e nítida demonstração de que precisamos nos voltar para Deus e ouvir o que Ele tem a nos dizer em Sua Palavra. O que aconteceu hoje deve nos levar não apenas a ouvir, mas também a obedecer sem detença o que Ele nos ensina. Diz a Bíblia que os loucos desprezam o ensinamento de Deus (Prov. 1.7)

Lamento e me solidarizo com as famílias enlutadas, incluindo a família do louco homicida, mas lamento também que tenhamos muito pudor para ouvir o sociólogo, o psicólogo, o educador, o historiador e continuemos a fechar nossos ouvidos para o que Deus tem a nos dizer em sua palavra.

Enquanto agirmos assim, sempre haverás Columbines e Tasso da Silveira.

terça-feira, 29 de março de 2011

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA.




A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.


Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).


Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.


Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 [LINK http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808] e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.


Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.


Portal da Igreja Presbiteriana do Brasil
www.ipb.org.br

quinta-feira, 3 de março de 2011

ANIMA-TE (I Ts 5.14-20)

Nessa primeira carta de Paulo aos tessalonocensses o apóstolo está dando inicio a sua segunda viagem missionária. Paulo desejava ir para o Oriente, para o continente Asiático, mas O Espírito Santo diz para ele ir para o Ocidente, para a Europa. E por onde Paulo passava sofria perseguições, foi açoitado em Filipos, expulso de Tessalônica, chamado de tagarela em Atenas, e chamado de impostor em Corinto.


Paulo aparentemente tinha motivos para desanimar. Deus deu uma ordem a Paulo, o enviou, mas isso não fez com que ele não sofresse. Interessante é que o apóstolo Paulo pregou apenas três sábados na sinagoga dos judeus, como ele sempre fazia. Em Tessalônica, três sábados foi o suficiente para produzir uma grande revolução nessa cidade. Vidas foram transformadas, pessoas queimavam seus ídolos, a ponto de Paulo escrever que a igreja de Tessalônica era modelo para outras igrejas. Mesmo debaixo de perseguição, a Igreja de Tessalônica veio a ser uma agência missionária para outras regiões.

O desânimo, assim como, por exemplo, a dor é importante na vida do ser humano. Muitas vezes nos sentimos desanimados. Todos nós precisamos de um incentivo, precisamos de um encorajamento. Quem nãopensou em disitir de algo? Quem não precisou de algo que o empurrasse para frente?

Quando sentimos dor é o nosso organismo nos avisando que algo com nosso corpo está errado. Quando estamos desanimados significa que algo está errado em nossa alma, no nosso coração. Quando sentimos dor, logo procuramos saber onde está o erro e prontamente procuramos algum medicamento para que a dor acabe. Quando estamos desanimados devemos fazer o mesmo, diagnosticar onde está errado, e fazer para que volte ao normal. Temos que reagir. Temos que lutar. Temos que cumprir a palavra. Então irmãos, o desânimo não é totalmente ruim, permanecer nele é que é.

Quantas vezes fazemos as coisas sem pedir orientação do Senhor e nos damos mal. O que precisamos é ouvir a voz de Deus e obedecer. As vezes esperamos que Deus apareça para nós e fale: Filho faça isso, vá por ali. Deus já nos deu tudo o que precisamos, temos sua PALAVRA. A bíblia é a boca de Deus para nós. Diante do desânimo o que o inimigo quer é que fiquemos nos lamentando, reclamando e esquecendo do nosso propósito maior que é agradar, servir a Deus e seguir sua Palavra. A Palavra hoje é admoesteis os insubmissos, consoleis os desânimados, ampareis os fracos, e sejais longânimos para com todos.

ADMOESTAR OS INSUBMISSOS
Admoestar (ataktos) significa repreender brandamente. O apóstolo Paulo deixa claro que o confronto e exortação não são tarefas apenas dos pastores ou dos anciões. Somos capacitados por Deus para exortarmos uns aos outros (Ler Rm15.14).

A palavra grega que foi traduzida por insubmisso vem de um termo militar que quer dizer “fora de ordem”, “fora de alinhamento”. Esse termo era usado quando o soldado não marchava de forma correta, ou marchava do jeito que ele quisesse. Essa palavra passou a ser usada para aqueles que não tinha uma boa conduta não apenas no exército, mas no dia a dia.

Aqui nesse texto Paulo usa essa palavra significando negligência do dever. As pessoas não estavam fazendo o que era para fazer. Não estavam dispostos a abrirem mão de algo, havia na igreja muitos membros com preguiça e não queriam colocar a mão no arado. Isso porque estavam esperando a parousia (volta de Cristo). Eles pensavam Cristo vai voltar mesmo para que eu irei me preocupar.

“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles”…(Hebreus 13.17a).
O que é SUBMISSÃO? Submissão significa está em baixo da mesma missão. Submissão não é obedecer quando o líder grita: Vá trazer água para mim. Submissão é seguir na mesma missão. Submissão é o mesmo que sujeitar-se (Ef 5.21). Sujeitar é o mesmo que se submeter.

CONSOLAR OS DESANIMADOS
Consolar na língua grega significa encorajar. Desanimados significa abatidos, medrosos, tímidos. O termo que dizer que é uma “pessoa de alma pequena”. Tem gente que apenas ver o lado errado, ver apenas as coisas ruins. Essas pessoas precisam ser encorajadas.
Existem crentes que enfraquecem com as provas e perdem a alegria. Perdem o ânimo, perdem todo aquele entusiasmo. Esses crentes não devem ser abandonados e esquecidos, mas consolados, ou seja, devem ser encorajados.

Interessante é que Paulo usa um termo para consolar que significa “falar de perto”. Em vez de repreender os desanimados de longe, temos que nos aproximar e falar com ternura. Não sei se você já ouviu essa frase: “Fazer o quê? Eu tenho que suportar ele”. Ou “A Bíblia diz que temos que suportar uns aos outros”. Ef 4.2. Quando Paulo escreve esse texto ele escreve no sentido de dar suporte, de ajudar, de encorajar, de consolar.

AMPAREIS OS FRACOS
Amparar é prestar atenção, é ajudar, é interessar-se. Os fracos significa os doentes, os que estão sem forças. Hoje o que mais vemos são pessoas que prestam atenção em nós, mas não prestam atenção querendo ajudar, não estão interessados em ajudar, não oram por nós, não nos suporta (ou seja, não nos dão suporte).

SER LONGÂNIMO PARA COM TODOS
Longânimo significa “segurar a respiração”. É pensar em fazer ou dizer algo, dá aquela respirada e não fazer. É não ter o desejo de vingança. Paulo diz que tanto é para não termos esse desejo de vingança em nós como é para evitarmos que os outros tenham esse desejo. Percebam que Paulo escreve que é para sermos longânimos com todos e não com alguns, não apenas com o que estão mais próximos, com os mais achegados, é com todos.

REGOZIJAI-VOS SEMPRE v.16
A alegria não é apenas coisas boas acontecendo conosco, alegria não é ausência de coisas ruins. Alegria não é coisas, alegria é está com Cristo. Existem duas afirmações interessantes a respeito dessa frase “Regozijai-vos sempre”. A primeira é que o verbo está no imperativo, ou seja, não é uma opção, é uma ordem. A palavra de Deus não dá uma opção, quando vocês quiserem fiquem alegres. O que a Bíblia fala para nós é “regozijai-vos sempre, estejam sempre alegres”. Quando não somos alegres estamos desobedecendo a uma ordem não minha, mas de Deus. A segunda informação é que essa alegria não depende das circustâncias. Está alegre quando tudo vai bem até um ateu consegue.

ORAI SEM CESSAR
O cristão é alguém que respira Deus, que anseia por Deus, que deseja mais que tudo a presença de Deus. O cristão quer Deus mais do que as bênçãos que Ele tem para nos dá. Devemos manter a conexão sempre ligada com Deus. Diferente do sinal de internet ou de celular que sempre está caindo principalmente aqui em Colniza (hehe), com Deus devemos ter uma conexão sem pausas, sem interrupções.

EM TUDO DAÍ GRAÇAS
Não é dar graças pelo sofrimento e sim dar graças pela providência. É ter gratidão no coração. É ter um coração grato. Temos que dar graças, pois essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus para conosco.

NÃO APAGUEIS O ESPÍRITO
O uso da palavra apagar traz a mente a figura do fogo. O fogo é um símbolo do Espírito Santo, o fogo fala de pureza, de calor, de luz. Quando apagamos um fogo, quando removemos o seu combustível, ou jogando terra, água, ou retirando o oxigênio. Apagamos o fogo do Espírito quando nos entregamos ao pecado, quando não oramos e quando deixamos de obedecer a Palavra de Deus. Precisamos manter a chama do Espírito sempre acesa em nossos corações.

NÃO DESPREZEIS AS PROFECIAS
Profecias aqui não significa apenas assuntos que dizem respeito ao futuro, mas a Palavra de Deus, as Escrituras Sagradas. As profecias são como uma chama também. É como se Paulo estivesse dizendo: Ao Espírito não apague, a Palavra não despreze. Pois se desprezarmos a Palavra (as profecias), estaremos automaticamente rejeitando a fonte: O Espírito Santo.

JULGAI TODAS AS COISAS, RETENDE O QUE É BOM
O que Paulo está dizendo não é que agora agente pode sair julgando as pessoas. No período em que Paulo escreveu essa carta, havia muito ensinamentos falsos, o que ele quer dizer é que enquanto o pregador ou alguém fala devemos julgar. Como fazia a Igreja de Beréia (At 17.11). Quando o apostolo Paulo ou qualquer um falava, depois eles se reuniam para conferir se realmente as Escrituras Sagradas diziam aquilo. O crente tem discernimento espiritual. Ele pode discernir entre o bem e o mal, entre o certo e o errado. E o que vai direcioná-lo é a Bíblia.

ABSTENDE-VOS DE TODA FORMA DE MAL
O crente tem que ter zelo pelo seu testemunho, ele não se mete em coisas duvidosas, não entra em coisa errada, não entra na corrupção.
ânimonão é está alegre nos momentos bons. O verdadeiro ânimo é encorjar, consolar, sustentar, regozijar-se, orar, dar graças, Ouvir o Espírito Santo e não desprezar a Palavra de Deus. Ter ânimo é fazer isso em qualquer circustância.

Deus te abençoe.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

ADORAÇÃO OU SHOW


“Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”(Jo.4:24).

Ultimamente um assunto que está na moda é adoração. Até perece que ninguém sabia nada sobre o assunto, e de uns anos pra cá, alguns “iluminados” o descobriram e curiosamente se transformaram em professores, ministrando cursos de adoração até. Tem sido alardeado que esta é uma geração de adoradores. Pois bem, será que o que tem sido feito , e dito, como adoração, passa pelo crivo bíblico? As pessoas que vão às igrejas hoje, vão com a motivação certa? A Igreja do Senhor tem adorado realmente? Queria refletir com você sobre alguns aspectos desse tema.

a) O que é adoração?

Acho que devemos começar essa nossa conversa definindo o termo. Das definições correntes, duas tem me chamado atenção: Wayne Grudem define adoração como sendo “ a atividade de glorificar a Deus em sua presença com nossa voz e com nosso coração”. (1) Ronald Allen e Gordon Borror descrevem o ato de adorar como: "uma reação reativa a Deus, pela qual declaramos sua dignidade ... Adoração não é simplesmente um clima; é uma reação ... é uma declaraçãO".(2) Concordo com estas palavras, pois quem adora atribui mérito supremo, exalta o ser adorado. Portanto. Deve-se ter em mente que quem vai adorar, cultuar, vai dar algo a Deus. Assim,falar de culto é falar de algo que damos a Deus.

O cristianismo moderno parece estar comprometido com a idéia de que Deus deve estar dando algo para nós ... mas precisamos compreeender o equilíbrio dessa verdade -devemos render honras e adoração incessante a Deus. Esse desejo consumidor e altruísta de dar a Deus é a essência e o âmago do culto. (3)

Bem diferentes estas definições dos cultos atuais, onde os participantes são atraidos não por dar, mas por receber a bênçaõ. E são chamados a isso pelos pregoeiros modernos. Nas Escrituras o adorador é chamado a conceder, o receber de Deus é conseqüência disso.

“Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força.Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios (Sl 96:7-8).

Proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor (Ap.5:12).

É isso. A essência da adoração é dádiva. Quem adora atribui, celebra. Celebração essa que não se resume em cantar hinos sem meditação. Os hinos têm de elevar o coraçãodo adorador a Deus; pela mensagem que foi transmitida. (Dt. 10:12-13).


b) O lugar da reverência.

Vivemos um tempo de familiaridades demais com Deus, onde parece não haver o devido temor. A adoração verdadeira só procede porém de quem tem noção do quão exaltado é Deus (Sl. 8:9; 29:1-2,27:42;104:1). Só com esta preocupação é que se presta um verdadeiro culto. Sinceramente, muito do que se tem feito nas igrejas hoje, e que se chama adoração, não tem contribuído para esta atitude de reverência ao Senhor. As vezes se tornam banais, cantando coisas que até desrespeitam a Deus, ou usando palavras de tratamento impróprias. Deus parece mais como colega de escola, o vizinho da esquina, do que com o Rei do Universo. Talvez o escritor de Hebreus já pensasse nisso quando alertou:

Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor (Hb.12:28,vd.2 Co.7:1; 1Pd. 1:17).


c) Sacrifícios de Louvor.

No Antigo Testamento os sacrifícios oferecidos a Deus não podia ter defeito algum (Lv. 22:19;Dt.15:21; 17:1). O povo foi duramente repreendido por Deus ao oferecer sacrifícios imperfeitos (Ml. 1: 6-14). A adoração, o louvor é hoje um sacrifício voluntário do cristão a Deus (Hb. 13:15), portanto, deve-se ter muita atenção em como está sendo oferecida esta adoração, em vista das leis de perfeição que regulam os sacrifícios. A adoração esta entre as obras do cristão que serão julgadas no tribunal de Cristo (1Co.3:13b), julgamento este que vai ser segundo a nossa motivação do coração (1Co 4:5). Será que hoje o que se chama de louvor e adoração é realmente o melhor pra Deus? Ou a má qualidade das letras e das músicas atuais está mais para aquilo que é mais fácil, que vende bem, que “não custa nada” (cf. 1Cr.21:24)?


d) O Modelo bíblico.

Na adoração o importante é o que Deus acha, não o que o adorador acha. Russell Shedd é muito feliz quando diz:

Em diversas partes do mundo surge um volume notável de literatura como objetivo de tornar a adoração cristã mais contemporânea, mais relevante e contextualizada. Quando o interesse dos que congregam para adorar se torna alvo prioritário, oculto forçosamente ganha características de entretenimento. A experiência do adorador recebe prestigio acima da do criador. Mas o que de fato é relevante é o que Deus acha do nosso louvor, orações,mensagens e ofertas. (4)

É a “religião-show”, onde o bem-estar do participante está sempre em primeiro plano. Mas isso é conseqüência da falta de entusiásmo pelo evangelho da Bíblia, e não adoração.

Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas, rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice. (5)

Sinceridade é essencial para a adoração, pois o culto hipócrita é fortemente confrontado por Deus ( Is. 1: 11-15; Os. 6: 4-6; Am. 5: 21-24), mas a sinceridade só não basta. Em matéria de adoração o modelo quem fornece é o próprio Deus (Dt. 4:2; 12:32).O homem não está livre para adorar conforme sua própria vontade, mas apenas em “verdade”, isto é, de acordo com os mandamentos de Deus .(6)


e) O lugar de Deus.

Com as novas técnicas de adoração voltadas para a satisfação do adorador, que crescem e são inventadas a cada dia, tudo para que a pessoa se sinta bem, o lugar de Deus tem sido usurpado do processo de adoração. Incrível,mas é verdade! Muitas vezes o que está fazendo não é adoração,mas satisfação pessoal. A criatura tomou o lugar do Criador. Entretanto, o culto não pode te o homem como centro, e sim Deus. Todas as atenções devem estar voltadas para Deus. Na Igreja todos são atores, a única platéia é Deus, em volta de quem tudo deve girar. Aliás, essa é a condição para Deus está presente no culto (Mt. 18:20). Mas, muitas músicas de hoje, a programação de sua igreja, retratam isso vivamente? Ou será que o culto virou uma peça teatral que as pessoas vão assistir? Deus tem sido o centro ou um mero coadjuvante?


Conclusão:

O que temos dado ao Senhor como adoração? Que pensamentos nutrimos sobre este assunto, quão reverentes somos, como temos seguido o modelo bíblico? A Igreja existe para adorar (Ef. 1: 3-6), é da adoração que ela tira sua força:Para que a Igreja seja eficaz como exército de Cristo, ela tem de ser eficaz como adoradora de Cristo, logo o Exército depende da Noiva ... o primeiro projeto da Igreja é um projeto de adoração. (7)

Cantar cânticos com palavras sem sentido, fazer gestos que não dizem nada, aceitar fórmulas e rótulos vazios, que em nada edificam a vida; não é culto, não é adoração, é um arremedo, é mágica. A Igreja precisa adorar, e nestes tempos mais do que nunca.

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NOTAS:

(1) GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática (São Paulo: Vida Nova, 1999),p. 847.

(2) ALLEN, Ronald e BORROR, Gordon. Teologia da Adoração (São Paulo: Vida Nova,2002),p. 16. Vd. SHEDD, Russell P. Adoração Bíblica (São Paulo: Vida Nova, 2001),p. 13.

(3) JR.,MacArtur, John (ed). Redescobrindo O Ministério Pastoral (Rio de Janeiro: CPAD, 1998),p. 271. Vd. RAMOS, Ariovaldo. Igreja e eu com isso? (São Paulo:Sepal, 2000),pp.26-27.

(4) Op. Cit. p.46. Vd. BROWN, Archibald. Entretenimento- Uma Estratégia do Inimigo” em Fé para Hoje (São Paulo: FIEL,n°27/2005).

(5) Charles Spurgeon, citado em JR. MacArtur,John F. Com Vergonha do Evangelho (São Paulo: FIEL, 1997),p.73.

(6) SHEDD, Russell. Op. Cit. p.138.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

SELEÇÃO X ELEIÇÃO




“Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros” Jo 15.16

No dia 11 de junho, na África do Sul, será dado início ao maior torneio organizado pela FIFA (Federação Internacional de Futebol): A Copa do Mundo. Em poucos dias o assunto mais comentado no mundo inteiro será o futebol, principalmente aqui no Brasil, chamado o país do futebol. A vinte e três jogadores foi dada a glória de representar a nossa nação nessa competição. Eles foram escolhidos, dentre tantos outros talentos, para vestir a camisa da seleção brasileira.
A seleção é assim chamada porque o critério ou condição para a escolha dos seus integrantes deve ser o mérito. Eles são selecionados. São considerados os melhores, ao menos por quem os convocou.



Isso me faz lembrar que Jesus também fez uma convocação. Porém os seus convocados não foram selecionados, pois entre os seus escolhidos não estão os melhores, muito pelo contrário, ele chamou aqueles a quem ninguém chamaria.
Jesus convocou pecadores, pessoas cansadas e sobrecarregadas, pessoas que desejam ter paz, homens que procuram preencher o vazio do coração.



Todos nós estávamos mortos em nossos pecados, merecíamos a condenação eterna, mas ele por sua graça, e apenas por ela, resolveu chamar aqueles que iriam desfrutar da presença dele por toda a eternidade.



Nenhum de nós foi escolhido pelo mérito, não fazemos parte de nenhuma seleção. Não fomos selecionados, mas escolhidos imerecidamente. Assim, a glória pertence apenas a Deus, o único verdadeiramente digno de recebê-la. E a nós cabe apenas ter um coração imensamente grato e dedicado ao louvor da glória daquele nos deu o mais maravilhoso e gracioso presente.
Não quero aqui comparar Dunga com Jesus, longe de mim! Jesus é incomparável. Quero apenas lembrá-lo da sublime beleza da eleição incondicional e que qualquer doutrina que venha a negá-la, está negando a graça e roubando para os eleitos a glória da salvação.
Nós, o povo de Deus, fomos convocados imerecidamente para jogar no melhor time, um time invencível; onde o técnico tem todo poder e autoridade para fazer aquilo que lhe apraz e nos garantir a vitória. Os vencedores da Copa terão seus nomes lembrados pelos homens por alguns anos, mas os que estão em Cristo se gloriarão nele, o verão face a face e gozarão a eternidade junto ao Mestre.



Em Jesus, nós sim, é que somos mais que vencedores!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

QUEM ENTRA NO BARCO COM JESUS Mc 4.35-41


Jesus passou o dia todo na beira-mar ensinando a respeito do reino de Deus, no finalzinho da tarde Jesus ordena aos discípulos para irem em um barco ao outro lado da margem, a cidade de Gadara, Jesus sabia que lá havia um homem possesso precisando de ajuda.
Enquanto estavam no barco, enquanto atravessavam o mar, Jesus cansado vai tirar uma soneca, Jesus dorme.

Quem entra no barco com Jesus passa por:
TEMPESTADE v.37
Todos nós temos os momentos de tempestades, ela vem para todos, seja rico ou pobre, seja bonito ou feio, seja preto ou branco. As tempestades vem. Interessante é que não iria existir lágrimas sem dor, não enxergaríamos as estrelas se não fosse a escuridão, e é muitas vezes do meio de uma tempestade que temos as maiores conquistas de nossas vidas.

As tempestades não avisam o momento em que vão vir. Elas vêm. Nós é que precisamos estar preparados pra enfrentá-las. Essa palavra que foi usada para tempestade no grego significa terremoto.

Na vida temos muitas tempestades, e elas vêm desse jeito, como um terremoto, são problemas no casamento, problemas com filhos, problemas no trabalho, enfermidades, falta de dinheiro, entre outras coisas.

Os discípulos passaram o dia fazendo a obra do Senhor, passaram o dia ouvindo Jesus falar, mas isso não os isentou da tempestade. Esses discípulos abriram mão de suas próprias vidas para seguirem Jesus e mesmo assim a tempestade veio.
Jesus ordenou que os discípulos entrassem no barco, eles estavam no centro da vontade de Deus, estavam onde Deus queria que eles estivessem, mas isso não os isentou da tempestade.
As tempestades vêm pra todos, para os que obedecem e os que desobedecem. As tempestades vêm.

As tempestades são maiores que nossas forças, afinal de contas nós não podemos controlar as tempestades. Havia no barco pescadores experientes, pescadores profissionais que passaram boa parte de suas vidas no mar, e justamente naquele mar, o mar da Galiléia, eles conheciam cada palmo desse mar. Eles estavam se esforçando o máximo mas seus esforços não podiam controlar as tempestades.

Quem entra no barco com Jesus tem que:
CLAMAR v.38
Quantas vezes em nossas vidas queremos resolver nossos problemas com os nossos próprios esforços?
Mesmo sendo pescadores profissionais, experientes, conhecedores do mar, esses homens se encontravam em apuros.
Com esse exemplo aprendemos que na nossa vida as crises maiores que enfrentamos podem vir da área que nos sentimos mais seguros.

Os discípulos clamam e clamaram a pessoa certa, eles clamam a Jesus. Imaginem o barco quase virando numa grande tempestade, todos estão desesperados e clamam a Jesus. E Jesus está fazendo o que? Jesus está dormindo (pense num sono pesado).
Dá pra entender? Jesus está dormindo no meio da tempestade. Isso é que é descansar, descansar é saber e viver na prática que Deus está no controle de todas as coisas.

Tempestades provocam medo, e quantas vezes doenças, dificuldades financeiras, problemas no casamento, problemas com os filhos, entre tantas outras nos causam medo e pensamos que tudo está perdido.
E falamos como os discípulos: Mestre não te importa que morramos?
Quantas vezes pensamos que Jesus nos abandonou?

Jesus quer ouvir o nosso clamor, ele sabe o que vamos falar, mas Ele quer ouvir. Jesus sabia que ia acontecer uma tempestade, Jesus sabia que os discípulos iam clamar, mas mesmo assim Ele queria ouvir.

Quem entra no barco com Jesus tem:
APRENDIZADO V.40
As tempestades vem na nossa vida não é por acaso, aliás, nada na nossa vida é por acaso, com Deus não existe acaso, Deus nunca é pego de surpresa, tudo acontece segunda o seu propósito.

As tempestades vêm, não temos como negar, mas também existe tempo de bonança. Temos que ter a consciência de que as tempestades passam.

Os discípulos aprenderam a terem uma fé verdadeira, uma fé que não se resume apenas em palavras bonitas, mas uma fé que é percebida no dia a dia. A fé que é percebida nos momentos de tempestades.
Os discípulos aprenderam, afinal de contas quem é o mestre? Devemos aprender de Jesus e com Jesus. Aprender dele e com Ele.

Eles aprenderam que as provas não vêm para destruição, mas para crescimento, para aprendizado. Para sermos aprovados temos que ser provados. Só ganhamos a nota se fizermos a prova.

Jesus acalmou a tempestade...
Antes eles tinham medo da natureza, agora temem o criador de todas as coisas. Onde havia medo agora há temor, onde havia medo agora existe admiração: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?

A quem você teme? As circunstâncias ou ao Senhor das circunstâncias?
Jesus está no seu barco?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A QUESTÃO DO TRIBUTO MC 12.13-17

Jesus está em Jerusalém, lugar onde mora muitos inimigos.

Foram os saduceus que enviaram estes espiões até Jesus, queriam apanhar Jesus em alguma palavra, estavam prontos para darem o bote.

Havia esses três partidos: Fariseus, Herodianos e Saduceus. Os três tinham algo em comum, o ódio por Jesus.Interessante é que essas três raças viviam brigando, um tinha raiva do outro. Mas eles se uniram para destruir Jesus. Ë muita ironia, inimigos unidos contra Jesus.Estavam irados por causa da parábola dos lavradores maus que o Senhor proferiu.Eles começam a falar com Jesus o chamando de Mestre: Sabemos que és verdadeiro e não te importas com qualquer que seja, porque não olhas a parencia de ninguém.

Tudo isso era verdade, palavras belas mas proferidas com hipocrisia, palavras proferidas por hipócritas.Jesus faz uma pergunta: Por que me experimentais, hipócritas?

Pareciam tão bonzinhos, talvez para as pessoas que estivesse perto eram homens de Deus, homens disposto a prender, interessados no reino. Com essas palavras só podem ser crentes. Mas não. Devemos ter cuidado, é pior quando o diabo se apresenta como anjo de luz. O mundo é mais perigoso quando está sorrindo pra gente ao invés de estar jogando pedras, é pra desconfiarmos quando estamos fazendo as coisas e não aparecem empecilhos.

“É lícito pagar tributo a César ou não?”

Se Jesus dissesse que sim, para os judeus Ele era inimigo da nação e a favor de Roma que oprimia os judeus.

Se Jesus disse que não que era pra não pagar tributo a César, denunciariam Ele as autoridades romanas, como um homem contra o governo romano. Aparentemente não tinha saída. Eu queria ver os semblantes deles depois que fizeram essa pergunta: Deviam estar pensando, agora pegamos ele, não tem escapatória, é o fim.

Tem um texto em Mc 11.27... onde os sacerdotes fazem uma pergunta a Jesus: Com que autoridade fazes estas coisas? Jesus faz uma pergunta e diz, se vocês me responderem eu respondo. O batismo de João era dos céus ou dos homens? Se dissessem dos céus, Jesus diria: então porque voces não recebem? Se dissessem que era dos homens o povo podia ir conta eles. Então responderam: Não sabemos. E Jesus lpor sua vez lhe disse, nem eu respondo com que autoridade faço estas coisas.

Percebam que eles tentaram usar o mesmo método de Jesus, queriam pegar Jesus com a mesma estratégia.

Eles não conheciam mesmo a sabedoria do nosso Deus, diferente de Paulo que disse: Ó profundidade das riquezas tanto da sabedoria como da ciência de Deus, quão insondáveis são os teus juízos e quão inescrutáveis os teus caminhos, pois quem conheceu a mente do Senhor, ou quem foi seu conselheiro, quem deu primeiro a Ele pra depois receber? Porque dele, por Ele e para Ele são todas as coisas, glórias pois a Ele eternamente, amém!

Jesus prontamente disse: Trazei-me uma moeda.

Veja que coisa, Jesus não tinha uma moeda, as pessoas da teologia da prosperidade vão dizer que aqui Jesus só tinha dinheiro pegado.

Jesus estava igual a mim, sem nenhuma moeda. Até porque quem guardava o dinheiro dos discípulos era Judas o ladrão.

Daí, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Naquela época não havia divisão entre as obrigações a Deus e o Estado, pois todos eram governados por Deus.

Pertencemos a Deus e o que pertence a César, a César os cristãos deviam a obediência e submissão, tributos e impostos. Mas quando essas autoridades exigem algo que é pecado nós devemos recusar obedecê-los.

Todo problema tem resposta, podemos até não saber a resposta pra todos os problemas, mas conhecemos quem sabe.

Queriam apanhar Jesus, pois eles mesmo foramapanhados.Cairam na sua própria carapuça.

Dai a Deus o que é de Deus. Deus mereçe toda a nossa glória, a nossa dedicação, toda a nossa vida. Como está a sua vida diante de Deus? Os fariseus e os herodianos forma a Jesus para apanherem em alguma palavra, muitos vão até Jesus atras de bençãos, desejando que seus problemaS sejam resolvidos. Pra que vc tem ido até Jesus?

Que Deus seja glorificado em nós. A Ele a Glória!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O MELHOR PRESENTE PARA O DIA DOS PAIS



O Dia dos Pais, tem suas origens em 1909, nos Estados Unidos, quando Sonora Louise Dodd, filha do veterano da Guerra Civil, John Bruce Dodd, queria tornar um dia especial para homenagear seu pai, que teve que criar os seis filhos sozinho após a morte da esposa no último parto. Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. O primeiro Dia do Pai foi então celebrado no aniversário dele, em 19 de junho de 1910.


Em 1924, o presidente americano Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um dia dos pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais.


No Brasil, a idéia de comemorar essa data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. Porém a data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais.


Hoje, o dia dos pais é uma data muito comemorada pelo comércio. Nos dias que o antecedem a receita das lojas é alavancada pela venda de presentes. É muito comum dar presentes aos pais nesse dia. Muitos anúncios comerciais homenageiam os pais nos outdoors, da televisão, na internet... Quando o Dia dos Pais se aproxima, muito se fala sobre eles na mídia.


Mas afinal, o que é ser pai?
Senti-me emocionado quando, em uma manhã, estava me preparando para sair e, ao esfregar uma mão na outra para espalhar um hidratante, olhei para o lado e vi minha filha Sofia, de 1 ano de idade, fazendo o mesmo. Continuei me preparando para sair, passei o hidratante no rosto, creme no cabelo, e ela repetia todos os meus movimentos. Naquele momento percebi o que é ser pai. Ser pai é ser exemplo, é ser um modelo a ser seguido. Essa é a minha definição. Educar é construir referenciais para os filhos. Eles precisam do nosso referencial, do contrário se sentirão perdidos.


É muito fácil falar daquilo que não conhecemos. Antes de ser pai eu costumava criticar o modo como alguns pais educavam seus filhos, hoje vejo como é difícil educar, como é difícil ser um modelo a ser seguido. Só o sabe quem é pai. Por isso hoje eu sei qual é o melhor presente que um pai pode receber do seu filho. É a sua obediência, seu carinho e seu cuidado quando perdermos a nossa juventude. O melhor presente que um filho pode dar ao seu pai é obedecer ao mandamento do Senhor: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” (Êxodo 20:12).
Que o Pai das luzes (Tg 1.17) nos abençoe.

terça-feira, 21 de julho de 2009

ÁGUA VIVA Jo 4


Estamos diante de um fato evidente, nada é por acaso. Jesus estava indo pra a Galiléia e o caminho mais curto era pelo rio jordão, mas o Mestre escolheu passar por Samaria que para qualquer judeu era a última opção, pois os judeus não se davam com os samaritanos. O texto nos diz que "era necessário que ele passasse por Samaria". Glória a Deus que Jesus sempre vem ao nosso encontro, mesmo quando estamos sem esperança, tristes, sem desejo nenhum de viver.

Jesus conversou com essa mulher no período em que a mulher era desvalorizada, pra muitos ela não tinha nem alma. Jesus não desvalorizou a mulher, Ele dava atenção, rompia barreiras, Ele dá valor a mulher. Essa mulher vai ao poço mais ou menos ao meio dia, enquanto outras mulheres estavam servindo aos seus maridos em casa. Jesus tem um encontro com essa mulher.

Não foi por acaso que a conversa que Jesus teve com ela foi a respeito de água. No Antigo Testamento a mulher suspeita de adultério tinha que tomar a água amaldiçoada dada pelos sacerdotes (Nm 5). Várias pessoas na Bíblia conversaram com Jesus e tiveram suas vidas transformadas. Quantas vezes ouvimos de Jesus, conversamos com Ele e nossa vida continua a mesma? Jesus vem ao nosso encontro e quer nos transformar.

Essa mulher necessitava de uma coisa que todo ser humano precisa: UM ENCONTRO COM JESUS. Ele é a fonte de água viva, é o único que pode matar a nossa sede de Deus. Eu e você não precisamos ir a um poço pra buscarmos água, podemos ir diretamente na fonte: O SENHOR JESUS.

Beba dessa água. Ao Senhor JESUS, o único que pode matar a nossa sede seja o louvor.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

MÃE (II Tm 1.5; 3.14-15)

Eu perdi minha mãe faz dois anos, vítima de câncer. Nesse dia senti muita falta dela e pude me lembrar de alguns momentos que passamos juntos e do amor que ela sentia por mim. Sou grato a Deus por ter me dado uma mãe tão maravilhosa que lutou muito por meu crescimento. OBRIGADO DEUS!

Ninguém ama tanto um filho como a mãe. A mãe tem grande influência na vida do filho, na formação do caráter. É de extrema importância o que ela vai ensinar a seu filho, a educação que vai dar.

Ser mãe é ser guerreira, é levar o bebê nove meses e depois passar o resto da vida lutando pelo seu filho. Para uma boa mãe a felicidade está em ver seu filho feliz.

II Tm 1.5; 3.14-15

MÃE ENSINA A VERDADEIRA FÉ PARA SEU FILHO (I Tm 1.5)

Veja que maravilha, Lóide conhecia a Deus e passou a fé em Jesus para sua filha Eunice. Eunice prontamente faz o mesmo com seu filho Timóteo.

Percebam que Paulo sabia do testemunho de Lóide e de Eunice. Vejam que Eunice não era uma mulher que apenas falava, que apenas ensinava, mas ela vivia. Eunice tinha um bom testemunho. Era uma mãe que ensinava com sua própria vida.

A fé que Timóteo tinha habitou primeiro em sua mãe. Em Pv 22 nos diz que devemos ensinar a criança no caminho, e não ensinarmos o caminho. Hoje temos mães que trazem seus filhos pra Igreja e vão embora, fazem a Igreja de creche. Hoje temos mães que querem que seus filhos sejam crentes mas não são, vemos mães até dentro da igreja que querem que seus filhos orem mas não oram com seus filhos.

Mãe, preste muita atenção: O que você é fala mais alto do que você diz. Se você for uma serva de Deus, tenha certeza o seu ensinamento está sendo transmitido.

MÃE ENSINA SEU FILHO DESDE PEQUENO (II Tm 3.14-15)

Eunice ensinava a Timóteo desde pequenininho, e esses ensinamento fez diferença na vida e no ministério do pastor Timóteo. Hoje temos mães que esperam seus filhos crescerem para ensinar algo. Antigamente as mães não ensinavam algumas coisas pensando que seus filhos por estarem novos demais não iriam entender, e hoje observamos nos nossos filhos que desde pequenos eles aprendem tudo.

Mãe ensine a Bíblia ao seu filho, ore com ele, converse com ele. O mundo ensina aos nossos filhos o tempo todo, seja através de TV, de professores na Escola, de amigos. Eles estão expostos e você como mãe precisa urgentemente ensinar as Sagradas Letras ao seu filho.Escolhemos tantas coisas para nossos filhos, escola, tipo de roupas (Conjuntos horríveis), escolha ensinar seu filho as Sagradas Letras. Eunice ensinava as Sagradas Letras porque sabia que Timóteo precisava desse ensinamento muito mais do que o sucesso profissional. Timóteo e nossos filhos precisam apenas de uma coisa: VIDA COM DEUS. Devemos criar nossos filhos não para o sucesso, mas para adorarem a Deus, para serem salvos pelo Senhor Jesus.

Com essa modernidade toda o que está acontecendo é que preparamos nossos filhos para o sucesso. Você tem que passar no vestibular! você tem que arrumar o melhor emprego! você tem andar com pessoas que não lhe decepcione! E quando eles não conseguem esses objetivos ficam frustrados e não sabem lhe dar com esses sentimentos.

Mãe prepare seu filho para as decepções, pois tenha certeza que ele vai se decepcionar com muita gente.

Prepare-o para dar o melhor e mostre que se ele não conseguir você o ama da mesma forma.

Prepare seu filho para servir, mostre a importância de abençoar os outros, mostre que melhor é dar do que receber.

Mãe você não tem que ser perfeita, você tem que dar o melhor. Eunice deu o melhor que ela tinha a Timóteo e Timóteo se tornou num homem de Deus. Eunice conhecia a Palavra de Deus. Eunice conhecia as Sagradas Letras.

Davi diz que a Palavra de Deus é mais preciosa que o ouro. É mais doce que o mel e o destilar dos favos.

O que você tem ensinado ao seu filho? O que sua vida tem ensinado ao seu filho?

A Deus seja o louvor!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

POSTURA DE UM LEVITA

"Ofereçamos a Deus, sempre sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome"(Hb 13.15)

Quando participamos do culto não devemos participar com o propósito de ter um momento abençoado, um receber de bençãos, e sim participarmos com o objetivo de adorar ao Senhor com gratidão. O momento de louvor na Igreja não deve ser agradável a Igreja e sim a Deus.

CUIDADO COM AS LETRAS
Na década de 60 houve um movimento denominado de "movimento da renovação", onde se pregava que o culto devia deixar de ser tradicional para ficar mais animado. Parece-me que esse movimento ainda existe, principalmente no que diz respeito a louvor. Somos levados a escolher músicas que o povo goste e não músicas que agrade a Deus, que descreva seus atributos.

Hoje temos músicas que nem tocam no nome de Deus, algumas vezes aparecem "Ele" ou "Você" se referindo a Deus. Também é moda música afirmando que estamos "apaixonados" e tantas outras expressões que são perda de tempo comentar.

O QUE É LOUVAR?
Louvar não é cantar, no hebraico temos várias palavras para louvor:
Yâdâ: Confessar (Credo), louvar, dar graças.
Rûn: Exaltar
Zâmar: Louvar com instrumentos
Zâkar: Lembrar
Kâbed: Glorificar
Tôdâ: Confissão, confissão de pecados
Louvor é adoração em ação, é uma adoração com todas essas ações incluídas.

COMO DEVEMOS LOUVAR?
A resposta é muito simples e significativa: Com toda a nossa vida, é reconhecer os atributos de Deus. Louvá-lo com a nossa boca (Sl 63.3; Sl 51.15), com ações de graças (Ne 12.24; Sl 116.17), de joelhos (Ex 34.8), com o nosso corpo (I Co 6.20), com nossas obras e ações (Mt 5.16; Jo 15.8).
Nossa vida deve ser um louvor ao nosso Deus.

O QUE É UM LEVITA?
No texto de Nm 8.11 Arão apresenta os levitas como oferta perante o Senhor, e eles são para o serviço do Senhor. Falar de Levita é falar de serviço E SERVIÇO COM ALEGRIA E NÃO APENAS EM CUMPRIR UMA ESCALA ONDE SE FAZ APENAS O QUE É MANDADO.
Como você tem servido ao Senhor?

ADORAR A DEUS
Os ministros de louvor estão mais preocupados na reação da Igreja, como a Igreja está respondendo as músicas que estão sendo tocadas, ou com o próprio desempenho dos músicos.

Os homens que estão querendo dar o melhor a Deus não estão preocupados em não errar e sim em louvá-lo, se errar ou não, o melhor foi oferecido, Deus quer o nosso melhor e não o perfeito.
Ao invés de agradarmos as pessoas da Igreja deveríamos nos preocupar em agradar as pessoas da Trindade.

Na área da música um dos maiores perigos é a soberba, pessoas que acham que são boas demais, e que o grupo não vai pra frente sem ele. Hoje todos querem ser estrela, temos pessoas mais preocupadas com a carreira gospel do que com o anúncio do Evangelho.

Davi fez um pedido a Deus: Guarda da soberba o teu servo, que ela não me domine; então serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão (Sl 19.13). Toda glória deve ser dada a Deus, precisamos nos esvaziar de nós mesmos. Você já parou pra pensar que Deus tem os melhores músicos(anjos) com Ele? O que o Senhor quer são servos, homens que o agradem.

O que Deus quer são verdadeiros adoradores (Jo 4.23), e não pessoas que fazem muito bonito, ou que tocam muitos instrumentos. Deus não precisa da nossa adoração pra ser Deus. Podemos fazer vários cultos, gravarmos vários cd´s promovermos programações, mas se nossos esforços não estiverem direcionados para o que o Senhor quer de nós, tudo será em vão.

SUBMISSÃO DE UM LEVITA
Uma das principais características do levita deve ser a submissão, o levita não é alguém independente, ele deve ser acompanhado por uma liderança e deve estar sujeito a ela, e todo o ministério de música deve estar sujeito ao Conselho e ao pastor da Igreja.

Ron Kenoly fez uma lista das atitudes dos líderes de músicas que incomodam o pastor:
- Não começar na hora certa
- Não terminar no momento determinado
- Falar muito
- Cantar coros que não são apropriados
- Roupas inadequadas
- Redundância das mesmas músicas
Ele disse: "Eu quero ser um bom administrador de Deus, não em termos de música, mas em experiência de vida, em lições valiosas que eu possa passar para outras pessoas. Tenho a responsabilidade pela visão e influência que me é permitida. Nunca tive um administrador, um promotor, eu tenho Jesus"

MÚSICA NA REFORMA
Agostinho reconheceu a importância da música na Igreja, mas também se preocupou com o perigo dos cânticos mexerem com as emoções mais do que deviam de modo que a Igreja seria levada mais pela melodia do que com a preocupação da própria letra.

Lutero dizia que o louvor tinha o poder de afugentar satanás. Ele se preocupava em todos cantarem e não apenas uns cantando e outros ouvindo, por isso rompeu com o "canto gregoriano" e fez uso das melodias populares de sua época.

Calvino teve muita influência de Agostinho, na sua obra " As Institutas" ele cita Agostinho 342 vezes. Calvino participou da elaboração do saltério de Genebra e uma coletânea de salmos para ser cantado na congregação.

A Deus o louvor, a Deus o viver.